sábado, 28 de março de 2015

Don José de Arlegui y Leoz


    D. José Arlegui e Leoz  Foi Capitão do Regimento de Cavalaria de Espanha, Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzón (Filipinas) e foi Governador das Ilhas Marianas, (1786-1794), na Ilha de Guam (Hagatña, Filipinas). Nasceu a 5/9/ de 1740 em Pueyo, Navarra, descendente de uma família nobre do então Reino de Navarra, donos da casa Arlegui, do lugar do mesmo nome, chamada casa Jaimetena ou Jaimetenecoa, com brasão de Armas atribuido, foi o filho mais novo dos cinco filhos de Juan Antonio de Arlegui y Leoz* 28/12/1702, natural de Pueyo, que casou em Pueyo a 16/11/1722 com Cathalina de Leoz, também natural de Pueyo, cujos filhos foram: (1).

    Juan Pascual de Arlegui y Leoz * 1723. Litigou como descendente da casa Jaimetena em 1775,

   Maria Angela de Arlegui y Leoz * 1727, 23/02/1727, Pueyo, casou em Santa Maria, Pueyo, a 30 de Junho de 1750 com Yldefonso De Ximenez

  Juan Miguel de Arlegui y Leoz * 1731, 05/02/1731, Pueyo, 

  Graciana (Graciosa) de Arlegui y Leoz * , 17/03/1733, Pueyo, (casou a 17 de Abril de 1758 em Santa Maria, Pueyo, con Juachin De Arbe de Gallipienzo, onde passaram a residir e em cuja casa ostentam um escudo de piedra correspondente às armas de Arbe-Arlegui. 

D. José Arlegui e Leoz* 1740, 05/09/1740, Pueyo. 


(1)  - Vicente Etayo



     D. José Arlegui e Leoz  Começou a sua carreira militar na Europa, em 1760 como Cadete do Regimento de Cavalaria de Estremadura ou Espanha. Em Agosto de 1762, como Cadete, tomou parte no cerco e tomada de Almeida durante a Guerra dos Sete Anos, conforme consta na sua folha militar (2). A Vila de Almeida foi capturada aos Portugueses, pelas forças invasoras Espanholas a 25 de Agosto de 1762 por uma força comandada pelo Conde de Aranda. (3). Foi Porta-Estendarte, desde 1 de Dezembro de 1763, a 13 Julho 1764 foi promovido a Tenente do Regimento de Dragões de Espanha para ir à América e sucessivamente a Ajudante Maior do mesmo Regimento de Dragões de Espanha, depois Capitão desde 26 de Dezembro de 1769,(2). Na condição de Capitão, foi com uma Companhia para as Filipinas para formar o Esquadrão de Dragões de Luzón, cujo comando lhe foi conferido a 1 de Agosto de 1774.   
   O Esqudrão de Dragões de Luzón ( Filipinas) foi criado em 1772, era composto inicialmente por três Companhias com um total de 116 praças (4). Um documento do Arquivo Geral das Indias, de Manila, datado de 28 de Dezembro de 1773 , contém o um desenho do projecto da construção do quartel então destinado a alojar o Esquadrão de Dragões de Luzón. (5)

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       Documentos identificados nos Aquivos Notariais da Universidade Veracruzana, referenciam a presença de Don José Arlegui y Leoz em Jalapa (Xalapa), Mexico entre os anos de 1770 a 1773. (6,7,8). A viagem de Don José Arlegui y Leoz referida no documento de Agosto de 1773 com destino a Manila, terá sido a viagem que o conduziu às Filipinas para formar o Esquadrão de Dragões de Luzón, cujo comando lhe foi conferido em 1 de Agosto de 1774.       ( Transcrição dos Documentos ).

      O quase permanente estado de guerra em que se mantinha a Espanha obrigava os Governadores das Filipinas a estarem constantemente de alerta e a se esforçarem para ter no seu melhor os recursos defensivos de que dispunham.

    A estreita relação política entre a Espanha e a França, resultante dos Pactos de Família entre os ramos Espanhol e Francês dos Bourbons e a falta de outros aliados tornavam-nos vulneráveis às ambições expansionistas da Inglaterra , pelo que era necessário tomar as precauções devidas para a defesa das províncias do Ultramar e das Ilhas Filipinas, dada a proximidade das bases Inglesas da India. 

     Em Maio de 1779, a Espanha declarou guerra à Grã Bretanha e no mesmo mês foi expedida uma Ordem Real ao Governador das Filipinas, dando-lhe a notícia e encarregando-o de tomar as medidas necessárias para a sua defesa. Rafael María de Aguilar, nomeado Governador e Capitão Geral das Filipinas em 2 de Setembro de 1793, escreveu que quando chegou às Filipinas o maior disilusão que tivera fora ver a diminuta guarnição da Praça de Manila e de Cavite. (9)

     A 15 de Julho de 1780,  Don José Arlegui y Leoz foi nomeado por comissão reservada do Capitão Geral das Filipinas comandante do campo militar da parte Meridional do Rio Pasig e de Malate para opor-se ao desembarque dos inimigos em caso de ataque. (10).

 
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(6) –Archivos Notariales de la Universidad Veracruzana - Fecha: 1770-07-31, No.: 42, Folio y/o foja: 354vta. - 355vta , Clave del acta: 27_1769_14412,Lugar de lacta:JALAPA.
(7) Archivos Notariales de la Universidad Veracruzana - Fecha: 1771-06-22, nº. 43, Folio y/o foja: 95vta. - 98vta, Clave del acta: 27_1771_9024, Lugar del acta: JALAPA,
(8) Archivos Notariales de la Universidad Veracruzana - Fecha: 1773-08-23, nº. 44, Folio y/o foja: 61 -62vta, Clave del acta: 27_1773_9798, Lugar del acta: JALAPA.
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     A 29 de Dezembro de 1780 é outorgado a Don José Arlegui y Leoz o título de Comandante em propriedade do Esquadrão de Dragões de Luzon, com o grau de Tenente Coronel de Dragões por documento assinado pelo próprio Rei Carlos III em atenção aos seus méritos e serviços, ordenando ao Governador e Capitão Geral das Filipinas para que faça a respectiva divulgação e proceda ao registo na Contadoria Principal da Fazenda Real  (11) : ( Transcrição do manuscrito ).


     Casou em 1783 com Maria Josefa de Iriarte (Zamudio) , conforme consta no expediente escrito nas Ilhas Marianas a 9 de Maio de 1789, em que Don José Arlegui y Leoz solicita ao Rei, o Grau de Coronel de Dragões.(12), e conforme consta também do testemunho do processo de execução do testamento da sua falecida esposa, do qual é primeiro executor, e de quem ficou viúvo no ano de 1800.(13).  ( Transcrição do manuscrito ).


      A 14 de Julho de 1786  D. José de Arlegui e Leoz embarcou para assumir o cargo de Governador das Ilhas Marianas, de que tomou posse a 21 de Agosto de 1786. Deixou o cargo, que exerceu durante oito anos, a 2 de Setembro de 1794, embarcando a 20 de Novembro onde chegou à capital, Manila, a 12 de Dezembro 1794, para reassumir o cargo de Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzon, conforme teor de petição dirigida pelo próprio ao Governador Geral das Filipinas, para regularização de soldos.(14). (Transcrição do manuscrito ). 

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    A ilha de Guam, a maior e a localizada mais a sul do Arquipélago das Marianas, tinha nos finais do século XVIII uma população de cerca de 2,000 habitantes. A população Chamorra estava em fase de recuperação depois de muitos anos de reveses de doença e guerra. A guerra entre Espanhóis e Chamorros nos finais do século XVII acabou com toda a resistência contra a Coroa Espanhola, mas as doenças trazidas pelos Ocidentais: difteria, varíola e gripe tiveram um efeito devastador entre a população.Um censo conduzido pelos Espanhóis em 1786, reportou a existência de apenas 1,318 indigenas Chamorros. As condições acabaram por melhorar lentamente, com efeitos mais notórios, sob o mandato do Governador Espanhol Joseph Arlegui e Leoz, que exerceu o cargo durante oito anos ( 1786-1794 ). As alterações políticas levadas a cabo por Arlegui culminaram com a criação dos primeiros governos indígenas ao nível das localidades. Os espanhóis também quiseram melhorar as relações com as vizinhas ilhas da Micronésia.Os historiadores relatam que em 1787 foram reatadas as viagens de comércio entre as Ilhas Carolinas e Guam. (15).


       Em 1787  Jose Arlegui y Léoz, Governador das Ilhas Marianas, em Guam escreveu ao Governador das Filipinas reportando que nesse ano um grupo de Carolinos tinha conseguido viajar até Guam. É o primeiro relato escrito de uma viagem de sucesso através da antiga rota de Metawal Wool ( Levesque 2000 Vol. 16, pág.259-283). Duas canoas Carolinas lideradas pelo navegador e chefe Luito chegaram de Lamotrek a Guam em boa condição física depois de terem gasto seis dias na travessia (Levesque Vol.16, pág.261) velejando cerca de 400 milhas em mar aberto. Foram tratados com extrema simpatia pelo Governador. Arlegui, escreveu de Guam uma carta aos seus superiores em 1789 explicando a ocorrência (Levesque Vol.16, pág.405): (16). ( Extracto de Traduzido da Fonte ).


        A 1 de Maio de 1789, num expediente (17) em que descreve o seu percurso militar e outros serviços prestados, D.José de Arlegui e Leoz, solicita ao Rei a concessão do Grau de Coronel de Dragões, cargo que lhe foi concedido com efeitos a 28 de Maio de 1791. ( Transcrição do manuscrito ).

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    A 28 de Maio de 1790, numa petição dirigida ao Rei, D. José Arlegui y Leóz, ao momento Governador das Ilhas Marianas, pedia que não fosse nomeado seu sucessor quando tivessem decorrido os três anos da sua nomeação (18), quatro anos depois, a 2 de Setembro de 1794, chegou a Hagatña o Tenente Coronel Manuel Muro, que após ter recebido a 10 de Outubro de 1792 a nomeação como próximo Governador das Ilhas Marianas, saiu de Estella, Navarra, passando pelo Cabo da Boa Esperança para render o Tenente Coronel Jose Arlegui e Leoz, que era Governador desde 1786. (19). ( Transcrição do manuscrito ).

    Em 1790, na qualidade de Governador das Ilhas Marianas, D. José de Arlegui y Leóz encarregou o Capitão de navio Domingo Manuel Garrido de elaborar um roteiro de navegação de ida e volta da ilha de Guam às Ilhas de Rota e Tinián ( Ilhas Marianas ), cuja entrega ocorreu a a 30 de Dezembro de 1790. 




       Num informe entregue em Manila de 7 de Julho de 1795 (20), Don José Arlegui y Leoz, que tinha terminado o seu período de Governador das Ilhas Marianas (21 Ago 1786 - 2 Set 1794), confirmava que os ministros da igreja e missionários das ilhas não exigiam direitos de pagamento por casamentos e enterros em virtude da pobreza dos seus naturais, excepto em Agaña, em que cobravam aos espanhóis, mestiços destes e aos filipinos nela estabelecidos. Por isso as Igrejas ficavam sem fundos para fazer a sua conservação e para atender aos gastos de vinho e azeite. Com estas palavras expressou-se o recém promovido Coronel de Dragões, don José Arlegui (21) sobre a extrema pobreza das Marianas. A igreja de Agatña, tinha sido reparada graças às esmolas dos espanhóis, mestiços e filipinos da capital , em particular os 100 pesos oferecidos pelo próprio Arlegui. (22).


     Num expediente de 1795, Don Jose Arlegui e Leóz, então, já Ex. Governador das Ilhas Marianas, e na condição de Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzón solicitou aos Oficiais Reais que lhe abonassem os Soldos em divida,conforme o disposto na Ordem Real de 16 de Abril de 1792, correspondentes ao período decorrido entre o dia do seu embarque para as Ilhas Marianas e o dia em que deixou de servir no Governo das referidas Ilhas (23): ( Transcrição do manuscrito ).

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 “ Informe de don José Arlegui, gobernador que acaba de ser de las islas Marianas, sobre el contenido de este expediente a la más posible brevedad”, con fecha enManila, 7 de julio de 1795, apar . Islas Marianas. legajo 74, número 1(6).
(21) - Driver, The Spanish Governors of the Mariana Islands, p. 51. 
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     Ida da Esquadra Espanhola para as Filipinas, sob o comando de Don Ignacio Maria de Alava y Sáenz. Ante a previsível declaração de guerra à Grã Bretanha e com a missão de levantar cartas hidrográficas e proteger o comércio espanhol na Asia, a 29 de Novembro de 1795 saíram de Cádiz os navios: San Pedro Apóstol, Montañes e Europa, e as fragatas Fama e Pilar, sob o comando do Chefe de Esquadra Don Ignacio Maria de Alava y Sáenz. A esquadra chegou ao porto de Egmont ( Malvinas) a 26 de Janeiro de 1796, onde fez uma paragem de sete dias e se preparou para resistir à dureza da passagem pelo Cabo Horn. Chegou ao porto de Concepción ( Chile) a 4 de Março. A 3 de Maio chegaram ao porto de Callao, Lima, onde permaneceram, preparando-se para a travessia até Manila. A 7 de Outubro de 1796 a esquadra partiu de Callao, com destino a Manila ( Filipinas ) e a 25 de Dezembro de 1796, chegaram à Baía de Manila os três navíos e a fragata «Fama», já que a fragata Pilar se tinha separado da esquadra por ter sido enviada em missão ao porto de São Jacinto para recrutar entre as populações.(24).


      Em Janeiro de 1796 o Governador (Rafael María de Aguilar) dá conta das acções até então tomadas para defesa: tratou de disciplinar as tropas; Incorporou no exército as Companhias de Granadeiros e Caçadores do Regimento de Milícias de Bulacan e Pampanga, as de artilharia provinciais desta, e os batalhões de Cagayán e La Laguna assim como o Regimento completo de Camarines, de Pangasinan e Tondo. A cavalaria foi reforçada com as Companhias de Mariquina, Pasig e Tambobo, uma nova de caçadores a cavalo e as Companhias de Flecheiros de Bataan e Zambales. Com estas tropas, mais o Regimento do Rei, fixo em Manila, cujas praças completou, e o escuadrão de Dragões aumentado a sessenta homens por Companhia, procurou o Governador organizar o melhor possível o reduzido exército de que dispunha, cujos efectivos eram no momento os seguintes: Guarnicão de Manila: 8.000 soldados de infantaria, 700 artilheiros, 100 obreiros, 300 carregadores ou moços de esquina voluntários, divididos en duas companhias, e 400 soldados de cavalaria incluindo o esquadrão de Dragões de Luzón, aumentado para 180 praças. Guarnição de Cavite: Constava de 1.300 homens no total, e era formada pela Companhia de Malabares, com um destacamento fixo de Manila, e outro de artilharia, mais uma companhia miliciana de Cavalaria formada por 50 homens. (25)


      Em Julho 1796 o Governador dá conta do aumento de novas unidades que reforçaram a guarnição de Manila: o 2. º batalhão de Bulacán e Pampanga, uma nova companhia de Cavalaria estabelecida em Parañaque com a missão de patrulhar a praia entre aquela localidade e o forte de San Antonio Abad. Também eram esperados a qualquer momento 500 (quinhentos) flecheiros de Cagayan. (26).


    A 19 de Março de 1797 chegou a Manila o bergantim “Activo” procedente de San Blas, despachado a 13 de Janeiro de 1797 pelo Marquês de Branciforte ( Vice-Rei de Nova Espanha) para levar a notícia da declaração de guerra à Grã-Bretanha. (26 a). 

 
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    O Chefe de esquadra Don Ignacio Maria de Alava mandou preparar os barcos e partiu a 19 de Abril, deixando em Cavite o navio Europa e a fragata Pilar. Pensava o comandante prender o comboio Inglês que devia de sair da China para Londres. Mandou à frente o bergantim Activo para tentar descobrir a frota inimiga. A 22 de Abril ocorreu uma violenta tempestade que destroçou a esquadra espanhola.Todos os barcos ficaram maltratados; o navio São Pedro em que viajava o chefe da esquadra até perdeu o leme.Como era imposivel reparar tão graves danos em tempo oportuno os navios foram recolhidos no saco do Porto de Cavite.(27).


      Em Abril de 1797 o Governador das Filipinas Don Rafael Maria Aguilar dá conta de ter decidido armar mais três companhias de Milicias de Cavalaria e quatrocentos guardas veteranos de Cavalaria da " Renda do Tabaco ", tendo reunido 1.200 homens de Cavalaria, que colocou todos sob as ordens do Coronel Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzón,  D. José Arlegui e Leóz, agregando-lhe um corpo de 400 homens entre Caçadores e tropa ligera, 60 archeiros e 12 canhões de campanha, com o qual se formou uma Legião, que em tudo seria superior às forças de um inimigo que não podia combiná-las, nem trazê-las da mesma espécie.(28).


    Em Agosto de  1797 a guarnição de Manila integrava um força total de cerca de 14.500 homens.(29).

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    A 23 de maio de 1797, fundeou em Manila a fragata dinamarquesa Federik Nagor, encarregue pelo Governador das Filipinas de vigiar os movimentos dos ingleses, que procedente de Bengala, trouxe notícias alarmantes sobre os preparativos que decorriam em Madrás (30) da esquadra do almirante Raynier, reforçada com alguns barcos apresados ao almirante Lucas em Bahía Saldaña. Também tinham sido requisitados barcos da Companhia inglesa da India Oriental, para os utilizar no transportes de tropas, munições de boca e guerra. Segundo a informação, estariam a preparar-se para transportar cerca de quinze mil homens, dos quais, quatro mil Europeus e os restantes, Cipayos.As notícias obtidas indicavam que o objectivo da expedição da eaquadra inglesa era encontrar a esquadra espanhola , destruí-la, ou apresá-la no todo ou em parte, sitiar Manila e atacá-la. Segundo a informação fornecida pela tripulação da fragata dinamarquesa, a esquadra de Rainier era composta pelos seguintes navios: ( 31).Esquadra de Rainier


 Suffolk
 74  Canhões
 Almirante Rainier
 Victorioso
 74
 Cap. Clark
 Arrogante
 74
 Lucas
 Dordrecht
 64
 Raynier
 Trident
 64
 Osborne
 Centurion
 54
 Osborne
 Jupiter
 50
 Losack
 The Sibelle
 44
 Cook
 Fox
 40
 Malcolm
 Heroine
 40
 Murray
 Siryt
 40
 -
 Orphem
 36
 Sage
 Carisford
 32
 Hills
 Suryb
 16
 Adam



Estavam também os de Transporte:
 Bellona
 18  Canhões
 Cap. Bartholomeo
 Echo
 16
 Livingstone
 Nosuch
 24
 Thomas
Este último: o Nousuch, o maior dos três,  tinha sido confiscado à Companhia Oriental.


Nas Molucas encontravam-se as Fragatas:
 Resistance
 44  Canhões
 Cap. Pekenham
 Bombay
 40
 -
 Amboyna
 16
 -




No Cabo da Boa Esperança encontrava-se outra poderosa esquadra do almirante Sringle:
  Tremendous
 74  Canhões
 Almirante Pringle
 Flately
 64
 Cap. Campbell
 Ruby
 64
 Waller
 Sceptor
 64
 J. Alexander
 Prince Frederik
 60
 E. Ramage
 Tromp
 54
 T. Turner
 Brave
 40
 A. Tod
 Saldanah
 40
 W. Jurban
 Crescent
 36
 Spranger
 Daphne
 24
 T. Brisbane
 Vindictive
 24
 D.O. Guyon




E também os navios de transporte:
 Sphinx
 20  Canhões
 Coffin
 Princeps
 20
 Kempe
     
  
     Estas eram as poderosas forças que o Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzón, Don José Arlegui y Leóz e os seus homens se preparavam para enfentrar. O ataque a Manila acabou por ocorrer a 10 de Janeiro de 1798.


      Nos finais de 1798 , eram evidentes as preocupações em relação ao estado de saúde de Don José Arlegui y Leóz, conforme alguns testemunhos contidos em diversos expedientes do próprio Capitão Geral das Filipinas, D. Rafael Maria de Aguilar, datados de 11 de Setembro de 1798, referentes ao estado das tropas das Praças das Filipinas (32, 33)  ( Transcrição do manuscrito ). 


    Também a 11 de Setembro de 1798, outro expediente D. Rafael Maria de Aguilar, Capitão Geral das Filipinas, dava conta de uma petição apresentada por D. José Arlegui e Leóz pedindo para se retirar em Manila ou em Sevilha, para se restabeler de saúde, ao mesmo tempo solicitando ao Rei que lhe concedesse a graça da sua promoção ao Grau de Brigadeiro e em petição da mesma data, solicita também que seja concedido aos seus filhos Don José Maria e Don Joaquin a graça de Capitães, com soldo correspondente e com agregação na Europa ao Regimento de Cavalaria ou de Dragões, conforme fosse do Real agrado, em consideracão aos seus méritos e ao serviço que ofereceu de introduzir na Tesouraria Geral cerca de dez mil pesos. (34,35). ( Transcrição dos manuscritos ).
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     Em 1801 foi concedido a D. Jose de Arlegui e Leóz pelo auditor de Guerra de Manila, D. Rufino Duarez o cargo de executor do testamento da sua falecida esposa Dona Maria Josefa de Iriarte (Zamudio) e também o de tutor dos seus filhos. 
      D. Maria Josefa de Iriarte (Zamudio), fez testamento a 12 de Março de 1798, na sua morada no bairro de Rosario, lugar de Binondo, arredores da cidade de Manila, conforme testemunho dos autos do testamento datado de 15 de Julho de 1801 (36). Nos autos é mencionado que Dona Maria Josefa estava na cama enferma, declarou ter nascido na cidade de Manila e ser filha do Tenente Coronel D. Jose de Iriarte Ibarburo, castelão que foi da Praça de Cavite e de D. Maria Manuela Zamudio. Declarou estar casada con D. José de Arlegui e Leoz, Coronel do Exército Real e Comandante do Esquadrão de Luzon, de cujo matrimónio teve três filhos, chamados: José Maria JoaquinMariano Arlegui
     Nomeou como executores do seu testamento, o seu marido e também o seu padrasto   D. Pedro Galarraga, (em referencia a Don Pedro Galarraga y Castillo, Marques de Villamediana, natural de Tudela (Navarra), casado com sua mãe Manuela Zamudio em segundas núpcias. 
    Indicou como terceiro executor do seu testamento o seu tio  D. Pedro Iriarte ( que foi Alcaide da província de Vigan e também alcaide de Cagayan, militar da Marinha, e também comandou ataques aos piratas nas ilhas Bisayas, no arquipélago das Filipinas).     
     Nos termos do testemunho dos autos de execução do testamento da falecida Dona Maria Josefa de Iriarte, (manuscrito composto por 24 folhas [48 páginas numeradas] com papel selado na primera e ultima folhas) , Don Jose de Arlegui, como marido da defunta, requereu a sua nomeação como executor do testamento, indicando que o faz com atraso, por causa da doença que teve e pelos interesses que detinha na Nova Espanha. 
    Nos autos de execução, Don Jose de Arlegui nomeou várias pessoas para inventariar e avaliar os bens da herança: um joalheiro para avaliar as jóias e um carroceiro para avaliar os Coches. 
    O manuscrito também menciona quantias investidas por Don Jose de Arlegui, tais como: 12 mil pesos que entregou em 1795 ao citado Don Pedro de Galarraga (Marques de Villamediana) , sobre o navio " San Andres ", o qual se encontrava no México por causa da Guerra; Outras quantias sobre o navio " Magallanes " também ligado ao México; 2 mil pesos de novo ao Marques de Villamediana, para Acapulco sobre o navio " Magallanes "...e ao Mestre do navio " Filipino " da Real Companhia das Filipinas para o Peru... 
    É mencionado o valor de várias peças de prata, diamantes e joalharia; um rosario com oitenta e nove pérolas médias, incrustadas em ouro com cruz de diamantes brilhantes...etc,. Também menciona a casa e propriedades na Praça de Santa Cruz, na rua do Rosário, que serve de armazém da Real Companhia, comprada em hasta pública à defunta Marquesa de Salinas e ainda outra casa na rua do Farol... 
    No final, o conjunto de bens é valorizado em 78 mil pesos, dos quais, uns 7 mil, trazidos ao matrimonio por Don Jose de Arlegui e quase 8 mil pela defunta, através do seu padrasto, o Marquês de Villamediana... 
    A roupa da defunta foi enviada para São João de Deus e também dada para as criadas.Também são avaliados bens da defunta para distribuir pelos seus filhos, etc,etc... É também mencionada uma pensão anual do Monte Pio militar concedida pelo Rey que a defunta sua mulher recebia por ser filha do Teniente Coronel Don Joseph de Iriarte. O Documento é assinado pelo Escrivão Real e Publico Don Vicente Gonzalez de Tagle. 

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   O Coronel  D. José de Arlegui e Leoz  faleceu com 63 anos, aos 9 dias do mês de Agosto de 1803 na freguesia de Nossa Senhora da Assunção, Ilha de Santa Maria, Açores. Chegou à Ilha de Santa Maria no navio "Rei Carlos", da "Real Companhia das Filipinas" que seguia viagem para a cidade de Cádiz e ficou na Ilha por estar enfermo. Foi sepultado no dia 10 de Agosto de 1803 na Capela Mor do Convento dos Religiosos de São Francisco; Capela Mor  da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, hoje popularmente denominada Igreja de Nossa Senhora da Vitória , localizada na Ilha de Santa Maria, Açores, onde conforme o termo de óbito (57), residia. O mesmo termo menciona ser viúvo de Dona Maria Josefa de Zamudio. (Seu testamento foi aberto e cumprido pelo Doutor Juiz de Fora da Ilha de Santa Maria,  António Duarte de Medeiros.)
 
Autor da descoberta: Dr. Diniz Gabriel Sousa Rezendes. ( * Direitos Reservados* )
  





« Em os nove dias do mez de Agosto de mil oitocentos e trez anos, faleceu da vida presente com todos os sacramentos, de idade de secenta e trez anos, pouco mais ou menos, D. Jozé de Arlegui y Leoz, viúvo de D. Maria Jozefa de Zamudio, natural do Povo de Pueyo da Cidade de Navarra do Reino de Espanha, e Coronel do Esquadrão de Dragões de Luzon, o qual chegou a esta Ilha de Santa Maria, Bispado de Angra, em o Navio denominado Rei Carlos da Real Companhia de Filipinas, que seguia viagem para a cidade de Cadiz, e ficou na mesma Ilha por enfermo; foi sepultado na Capella Mor do Convento dos Religiosos de São Francisco, aonde residia; o Pr.(do) Colégio da Matriz, Paroquia principal da dita Ilha, e a comunidade dos mesmos Religiosos celebrarão Missa Forsadas, ou de Corpo presente por alma do referido Defunto de esmola de quatro pesos cada huã na formalidade do seu testamento, que foi aberto e cumprido pelo Doutor Juiz de Fora desta mencionada Ilha António Duarte de Medeiros; e no dia dez do mesmo mez e anno, foi celebrado pelo dito ( Prezado ?) Collegio, Comunidade, e Pr.dos Parocos de todas as Paroquiais desta Ilha, presente corpore, com a maior solemnidade, que o estado da mesma Ilha permite, hum officio inteiro, e no dito dia todos os mais sacerdotes celebrarão Missas de esmola de hum pezo cada huã. E para constar faço este termo em onze do mez e anno supra, e asigno. Vigrº João Jacinto Ferr.ª dos Querubins.».


   
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Foto da Laje da sepultura de D. José Arlegui no pavimento da Capela mor da Igreja do Convento de São Francisco de Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Açores e respectiva transcrição

   O destino final do Comandante e ex. Governador das Ilhas Marianas até agora desconhecido do meio histórico ficou revelado.

Nota do Autor: A correlação entre o registo de óbito, identificação/transcrição do túmulo e o Ex. Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzón e Ex. Governador das Ilhas Marianas são mérito do autor Dr. Diniz Gabriel Sousa Rezendes com a colaboração de sua esposa Maria Filomena de Oliveira Rezendes. 

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     Depois de ter efectuado algumas viagens entre Cádiz e Manila, navio Rei Carlos passou nas Filipinas os anos da guerra de 1796 a 1803, cedido a frete pela Real Companhia para a carreira de Acapulco. Após a assinatura do tratado de paz de Amiens, regressou a Cádiz, onde chegou a 24 de Agosto de 1803 ( 15 dias depois da morte de Don José de Arlegui e Leoz) depois de uma penosa viagem, porque estava quase inoperacional e foi desmantelado (58).Não há qualquer menção à passagem do navio por Santa Maria. ( Transcrição da Fonte - 58 ).

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     Não terá sido incomum a a derrota dos navios, vindos do pacífico, quer da Armada Espanhola, quer da Real Companhia das Filipinas, serem levados a passar nas proximidades dos Açores durante as viagens de regresso a Espanha. O navio da Armada espanhola “Buen Consejo”que efectuou entre 1765 e 1767 uma viagem experimental entre Cádiz a Manila, com passagem pelo cabo da Boa Esperança, na viagem de regresso, saíu de Manila a 11 de Feveriro de 1767 com destino a Cádiz, com passagem também pelo Cabo da Boa Esperança e a 5 de Julho avistou a ilha do Cuervo [Corvo, a mais ocidental dos Açores], desde a qual rumou em direcção ao Cabo de São Vicente.(59)( Transcrição da Fonte - 59 ).

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    Uma nota em um documento da Revista e Inspecção aos Corpos do Exército das Filipinas, respeitante ao Esquadrão de Dragões de Luzon, fechado a 24 de Novembro de 1804 refere que o Pontaguião D. José Maria Arlegui tinha ido para a Península, por ter passado na classe de Cadete e também o Cadete do mesmo corpo D. Joaquin Arlegui, aproveitando o seu pai, o Coronel aposentado D. José Arlegui para os levar consigo, pelo que por esta razão estavam dispensados da Ordenança Geral. (60). 

   Outra nota de Revista e Inspecção aos Corpos do Exército das Filipinas ( Esquadrão de Dragões de Luzon), fechada a 1 de Janeiro de 1806, refere que o Pontaguião D. José Maria Arlegui se encontrava em Espanha,com licença da Capitania Geral, desde 1 de Janeiro de 1803, o retirado Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzon, Don José de Arlegui e Leoz e também o Tenente Coronel Graduado Don Francisco Arnedo, de licença em Espanha por dois anos, desde cinco de Janeiro de oitocentos e três. (61). 

    Ainda outra nota de Revista e Inspecção aos Corpos do Exército das Filipinas, ( Esquadrão de Dragões de Luzon), fechada a de 1 de Janeiro de 1804, refere que o Capitão Don Francisco Arnedo embarcou para Espanha a 5 de Janeiro do ano próximo passado ( 5 de Janeiro 1803 ) com licença Real por dois anos. (62).

Com data de 12 de Janeiro de 1803, foi emitido em Manila um documento reunindo a transcrição de diversos textos sobre a obtenção de certidões para o Coronel do Esquadrão de Dragões de Luzon, D. Jose de Arlegui y Leoz sobre o seu estado de  viuvez e sobre os seus três filhos, o coronel indicava que de seguida embarcaria com destino a Espanha no navio “Rey Carlos” da Real Companhia das Filipinas com os  seus três filhos, dois deles cadetes do esquadrão de Dragões de Luzon,com 17 e 18 años de idade.

A certidão indica também que os seus dois filhos mais velhos foram confirmados em 1786 pelo Bispo D. Baulio Sancho de Santa Justa y Rufina, Arcebispo Metropolitano das Ilhas Filipinas, actos eclesiásticos que foram certificados por D.Eusebio Valentin de Villareal, Cura e Reitor do Sacrário da Santa Igreja Catedral de Manila.(63).

    As notas atrás referidas constituem um forte indício de que D. José Arlegui e Leóz, os seus filhos D. José Maria Arlegui, Joaquin Arlegui, Mariano Arlegui e também o seu companheiro de Armas, o Capitão D. Francisco Arnedo terão viajado juntos no navio "Rei Carlos" que deixou D. José Arlegui y Leóz em Santa Maria.

    A presença em Espanha de D. José Maria Arlegui e Joaquin Arlegui, os dois filhos mais velhos de D. José Arlegui e Leóz é confirmada pelo assento de baptismo de um seu neto,  filho de José Maria Arlegui, realizado no dia 05 de Janeiro de 181o na paróquia Castrense de Cádiz. 

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     Biografias

  D. Joseph de Iriarte ( Ibarburo )  - Foi Tenente Coronel graduado e Castelão do Porto de Cavite ( Filipinas ). Faleceu a 13 de Julho de 1767. Foi casado com Maria Manuela Zamudio, a quem foi concedida pensão de viuvez do Monte Pio militar e de quem teve uma filha: Dona Maria Josefa de Iriarte (Zamudio).(37).

     Por um expediente Real, datado de 17 de Fevereiro de 1748 (38), José de Iriarte Ibarburu, tenente de “alguacil mayor de las Reales Cajas do Porto de Veracruz, é autorizado a regressar a Veracruz ( Nova Espanha), embarcando do porto de Cadiz para as Indias, em qualquer barco de bandeira Real, acompanhado do seu criado (Andrés Ballesteros), ou em seu lugar, de seu irmão, Don Pedro Joachin de Iriarte, de doze anos de idade. 

     Por outro expediente de Cadiz, datado de 19 de Abril de 1751, Don Joseph de Iriarte y Ibarburo, Tenente Coronel de Infantaria, a quem foi conferido pelos serviços prestados e por título Real, o cargo de Castelão do Porto de Cavite (39,40) nas Ilhas Filipinas que tinha ficado vago pelo falecimento de Don Toribio de Terán y Cosi (41,42) pede autorização para seguir para o seu destino, acompanhado do seu criado Juan Fernando de Indart y Arvide, natural do Vale de Oyarzun na Provincia de Guipuscoa e de um escravo negro, Juan José, que comprou em Veracruz.

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(41) - Toribio de Terán y Cossio, castellano y justicia mayor del Puerto de Cavite - RETRATO DE UN NAVÍO By Jesús García-del-Valle Y Gómez, pag.116 
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    Manuela Zamudio  - Foi casada com o Tenente Coronel graduado Joseph de Iriarte ( Ibarburo), castelão que foi do Porto de Cavite ( Filipinas ). Foi-lhe concedida pensão de viuvez pelo Monte Pio militar por morte do marido, falecido a 13 de Julho de 1767, de quem teve uma filha: Dona Maria Josefa de Iriarte (Zamudio). (43) Maria Manuela de Zamudio, casou em segundas núpcias, a 29 de Outubro de 1769 com Don Pedro de Galarraga e Castillo (44) (Marquês de Villamediana, natural de Tudela [Navarra]).
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    D. Pedro Galarraga y Castillo  - ( Marqués de Villamediana ), natural de Tudela ( Navarra ), foi Director da Renda do Tabaco e Almirante das Naus de Acapulco (45), foi também Coronel e comandante das Milicias Provinciais de Infantaria e Cavalaria das províncias de Camarines, de Tayabas e de Batangas (Filipinas). Estas Milicias foram formadas na guerra de 1780 contra a Inglaterra, durante o período da Guerra da Revolução Americana.    
    A sua constituição só foi aprovada por ordem Real em 8 de maio de 1789. 
  Em 1793, estas forças correspondiam a um total de 20 companhias de 100 praças cada uma: Camarines [10], Tayabas [5] e Batangas [5] (46) ,correspondendo a cerca de 2.000 milicianos. 
   D. Pedro de Galarraga (47) foi também dono da fazenda de San Pedro Macati (48) e da fazenda da Piedad (49) ( Filipinas ), que comprou em leilão ao Rei. Estas fazendas pertenciam aos Padres Jesuítas e tinham sido apropriadas pelo Rei depois da expulsão dos Padres Jesuitas. 
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     D. Pedro Iriarte - Foi alcaide mór da provincia de Vigan e também alcaide de Cagayan (50), foi também Tenente Coronel do Regimento das províncias de Cagayan e Ilocos, pertencente às Milícias Provinciais de Infantaria e Cavalaria. 
   Estas Milícias foram formadas na guerra de 1780 contra a Inglaterra, durante o período da Guerra da Revolução Americana. A constituição do Regimento só foi aprovada ordem Real em 8 de maio de 1789. 
   O Regimento de Cagayan e Ilocos, era em 1793, composto por vinte companhias de 100 praças cada uma: Cagayan [10] e Ilocos [10](51), correspondendo a cerca de 2.000 milicianos.
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     D. José Maria Arlegui Iriarte - Natural de Manila, filho do Coronel comandante do Esquadrão de Dragões de Luzon, Don José de Arlegui e Leoz, iniciou a sua carreira em 1792, foi Alferes Real nas Ilhas Marianas (Filipinas ) e admitido como Cadete no Esquadrão de Dragões de Luzon em 4 de Junho de 1798, conforme consta na sua folha de Serviços no referido Esquadrão;a mesma folha de serviços, actualizada em finais de Maio de 1800, indica que tem 16 anos de idade,terá assim nascido em 1783/1784; 
     Na mesma folha de serviços, no espaço reservado às notas do comandante consta uma inscrição assinada pelo próprio Don José de Arlegui e Leoz em que declara que D. José Maria Arlegui Iriarte é seu filho.(52). 
     Num expediente de 1789 em que solicita ao Rei, o Grau de Coronel de Dragones, Don José de Arlegui e Leoz declara ter casado (53) no ano de 1783 com a filha de um Tenente Coronel.
       Casou na cidade de Madrid a 18 de Março de 1807 com D. Maria Sanchez, natural de Alcanadre, na Rioja, filha de D. Domingo Sanchez e Moreno (Guardia Corps) , natural da cidade de Bilbao, Reino de Múrcia e de  D. Salvadora de La Peña, natural de Peña Cerrada, bispado de Calahorra.  

          ( Nota:Biografia posterior em compilação).
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     D. Joaquin Arlegui  - Também foi Cadete Esquadrão de Dragões de Luzon. Sobre este filho de Don José de Arlegui e Leoz, apenas foi possível identificá-lo, à semelhança do seu irmão Don José Maria Arlegui, nas seguintes referências em documentos sobre o estado do Exército das Filipinas: Nma petição do Coronel Don José Arlegui e Leóz entregue ao Governador e Capitão Geral das Filipinas, D. Rafael Maria Aguilar, despachada em Manila a 11 de Setembro de 1798, o Coronel Don José Arlegui, Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzon, solicita ao Rei, que conceda aos seus filhos D. José Maria e D. Joaquin o grau de Capitães de Cavalaria ou de Dragões, com o respectivo soldo e com agregação na Europa ao Regimento de Cavalaria ou ao de Dragões, como seja do agrado Real, por consideração aos seus méritos e ao contributo de aproximadamente dez mil pesos que se dispôs a oferecer à Tesouraria Geral. (54). 
     Em 24 de Novembro de 1804, uma nota em um documento da Revista e Inspecção aos Corpos do Exército das Filipinas, respeitante ao Esquadrão de Dragões de Luzon, menciona que o Pontaguião D. José Maria Arlegui foi para a Península, por ter passado na classe de Cadete e também o Cadete do mesmo corpo D. Joaquin Arlegui, aproveitando o seu pai, o Coronel aposentado D. José Arlegui para os levar consigo, pelo que por aquela razão estavam dispensados da Ordenança Geral. (55).

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(54) - Correspondencia. D. Rafael María Aguilar, retiro del comandante de Dragones D. José Arlegui Leoz y empleos a sus hijos.Archivo General de Simancas: ES.47161.AGS/2.19.5//SGU,LEG,6907,5. Fol. 53,53v-53bis
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D. Mariano Arlegui - Sobre este filho de Don José de Arlegui e Leoz, apenas é conhecida a sua existência através do testemunho dos autos de execução do testamento da falecida sua mãe Dona Maria Josefa de Iriarte Zamudio. (56). 


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José Maria Manuel Joaquin Lorenzo Arlegui - Nasceu a 5 de Janeiro de 1810, foi baptizado na Paróquia Castrense de Cádiz, filho de José Maria Arlegui e de D. Maria Sanchez, casados na Cidade de Madrid a 18 de Março de 1807,  neto paterno de D. José de Arlegui e Leoz (Ex. Comandante do Esquadrão de Dragões de Luzon e Ex. Governador das Ilhas Marianas) e de D. Maria Josefa de Iriarte e Zamudio; neto materno de D. Domingo Sanchez y Moreno (Guardia Corps) e de D. Salvadora de La Peña, foram padrinhos  Joaquin Arlegui e D. Irene de Colomer, testemunhas D. José Maria Callejas, Capitão de artilharia , D. José Vercarcel, tenente  de artilharia e D. José Calvo, cadete de Cavalaria da Havana. (64, 65).
 


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   O destino final do Comandante e ex. Governador das Ilhas Marianas até agora desconhecido do meio histórico passou a ser conhecido.
     Para esta e outras publicações o autor compilou dados bibliográficos já existentes de outros autores e compilou outros, resultantes do seu próprio trabalho de investigação que incidiu nomeadamente em documentos do Exército das Filipinas contidos no Arquivo Geral das Indias e Arquivo Geral de Simancas.
    Esta é a Biografia até agora mais extensa e documentada do Ex. Governador das Ilhas Marianas.   
    Em paralelo com esta publicação, o autor procederá à respectiva divulgação junto do meio histórico pelos meios e aos destinatários que entender relevantes. 

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Lic.º  Diniz Gabriel Sousa Rezendes c/colaboração de Maria Filomena Oliveira Rezendes. 

( Genealogistas e investigadores Marienses ) , ( * Direitos Reservados* )